Por que engenheiros de produção escolhem consultoria e finanças?
- Pedro Augusto Fallaci
- 4 de out.
- 2 min de leitura
Atualizado: 21 de nov.

Muitos estudantes de Engenharia de Produção entram na faculdade acreditando que sua carreira será voltada apenas para fábricas e linhas de produção. No entanto, o mercado mostra uma realidade diferente: uma grande parte desses profissionais segue para a consultoria ou para o setor financeiro. Mas por que isso acontece?
Breve histórico da Engenharia de Produção no Brasil
A Engenharia de Produção surgiu como uma área fortemente ligada à indústria, especialmente durante a expansão do setor manufatureiro. No Brasil, ela ganhou destaque a partir dos anos 1970, com foco em eficiência de processos e produtividade.
Com o tempo, a profissão passou a ser cada vez mais associada também à gestão, economia e tecnologia, abrindo espaço para novas carreiras em serviços, consultorias e instituições financeiras.
Formação generalista e quantitativa
O currículo da Engenharia de Produção vai além da indústria. Disciplinas como estatística, pesquisa operacional, análise de custos, gestão estratégica e economia desenvolvem um perfil analítico muito valorizado em consultorias e no mercado financeiro.
Visão sistêmica e foco em eficiência
O engenheiro de produção aprende a enxergar processos como sistemas integrados: pessoas, capital, tecnologia e informação. Essa habilidade é essencial tanto para consultorias, que precisam melhorar processos de clientes, quanto para finanças, onde decisões envolvem cenários complexos e riscos.
Funções que engenheiros de produção ocupam em cada área
Na consultoria: mapeamento de processos, projetos de eficiência, gestão estratégica, digitalização de operações, reestruturação empresarial.
No setor financeiro: análise de investimentos, modelagem de cenários, gestão de riscos, controladoria, planejamento financeiro.
Na indústria (carreira tradicional): planejamento da produção, logística, gestão da qualidade, engenharia de processos.
Competências valorizadas nesses setores
Além do conhecimento técnico, algumas competências são decisivas:
Soft skills: comunicação, resiliência, liderança, capacidade de trabalhar sob pressão.
Hard skills: Excel avançado, Power BI, SQL, modelagem financeira, Lean Six Sigma, análise de dados.
Muitos engenheiros de produção investem em certificações adicionais (como CFA, Green Belt, cursos de análise de dados) para se destacar ainda mais.
Tendências futuras da carreira
O avanço da transformação digital, das fintechs e das consultorias digitais está criando novas oportunidades. Áreas como data analytics, inteligência artificial aplicada à gestão, ESG e sustentabilidade tendem a ser grandes campos de atuação para engenheiros de produção nos próximos anos.
Além disso, a versatilidade da formação continuará sendo uma vantagem competitiva, permitindo ao profissional migrar entre setores com facilidade.
Conclusão
A Engenharia de Produção é uma formação versátil que abre portas tanto para o setor industrial quanto para consultoria e finanças. Para muitos profissionais, migrar para essas áreas significa unir a base analítica da engenharia à possibilidade de trabalhar com negócios, estratégia e grandes desafios.
Mais do que uma tendência, essa migração mostra que o engenheiro de produção é um profissional adaptável, capaz de gerar valor em qualquer setor que demande análise crítica, tomada de decisão e visão estratégica.








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